quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Brasil - Virada 2012-2013

Entre indas e vindas, sempre vejo muita coisa, faço muita coisa e até descubro muitas coisas. Sempre é bom, sempre choro, sempre tento aproveitar como se fosse o ultimo ... Porque nao se sabe o dia de amanha. O ruim é que o tempo passa muito rápido e tem sempre coisas que eu nao consegui fazer, pessoas que eu quis mas nao deu pra visitar e pessoas que disseram e nao conseguiram me ver. A cada abraço, beijo, olho no olho, conversas e momentos bons um muito obrigada, por tudo! Só pra variar, terei saudades, como sempre.


sábado, 15 de setembro de 2012

Classificação de Saudade.

Conforme o tempo passa, eu supostamente amadureço -- ou pelo menos deveria.  

Descobri que muitas coisas que generalizamos são bem mais específicas do que nos são apresentadas inicialmente. A saudade por exemplo, essa eu tenho um knowhow vivido, pertencido e constante.

O nível de saudade aumenta de acordo com o que nos faz falta e do tempo que isso vai permanecer. 

Saudade de ver o nascer do sol no Oceano Atlântico. Saudade de buzinar na rua por nenhum motivo. Saudade de pessoas mais simples que tem tanto para ensinar. Saudade de um cavalo para montar. Saudade e desejo de comidas que, aqui, não tem igual. Saudade de acordar, olhar pro lado e ver a Lisie ; de ouvir o Gerhard dizendo: "Ah não, hoje tu vai comigo na natação!" (Haha) Saudade de dançar acompanhada. Saudade de muita coisa. 

Mas a maior saudade é de quem nao volta, é da necessidade de um abraço beeeeem apertado, é de passar noites em claro só batendo papo. É saudade de colinho de pai e de mãe. 

Mas nao adianta, na vida sempre vai trazer a saudade de alguém, alguma coisa, lugar ou situação. Logo, aproveitar o momento ao máximo é fundamental, pra que no dia que a saudade vier se possa dizer: "FOI BOM, VALEU A PENA E JAMAIS VOU ESQUECER TUDO DE BOM QUE JÁ FOI VIVIDO!" 




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Aniversário.






O tempo é engraçado, valioso e passa rápido. Hoje completei duas décadas, que medo. Isso me deixa meio pra baixo e decepcionada com o Peter Pan que nunca quis me achar.Nesses poucos vinte anos de vida, eu já vi, ouvi, vivi, aprendi e passei por muita coisa que tem gente numa  vida inteira nunca vai ter oportunidade de passar... Tanto boas experiências, quanto ruins.



Ainda me vejo gritando do quarto pela manha por um leite "quentinho". Correndo. Subindo em arvore na escola, igreja e rua. Catando todas as moedas da casa. Fazendo clubes. Dançando Darty Dancing. Cantando sandy e junior. Tocando piano. Vivendo o impossível.Já tive a graça de ir no hospital e trazer dois anjos que vieram me fazer companhia nessa vida, dois lindos que eu acompanhei crescendo dentro da barriga da minha mae. Já me mudei muito, casa, apartamento, caverna. Já tive melhores amigos. Já perdi contato com uns. Já ganhei elogio e mostrei a língua. Ja tive um principe de cavalo branco na frente de casa. 


Já vi familiares agindo de má índole para com os meus. Já pensei que o meu herói nao fosse sobreviver. Já ajudei a rainha a fugir das bombas diárias dos pepinos que se desvendavam com o tempo.  Já cai de cavalo. Já fui picada por 35 vespas de uma vez só. Aprendi a dirigir numa Kombi.  Já decorei filmes. Abracei quem precisava de abraço. Já naveguei uma lancha.  Ajudei em notas da escola. Olhei dentro dos olhos e falei a verdade. Já vivi um amor puro e verdadeiro. Mas já perdi ele. Já fui pedida em casamento. Tive a oportunidade de estudar fora , de conhecer lugares diferentes e pessoas. Já pilotei avião. Nunca tive catapora. Já sofri bullying dentro da igreja.

O Passado, que se criou traz mt do que eu sou no presente e do que vou me tornar no futuro. 20 anos de Kemmy :) De tantas coisas que eu aprendi, a principal e mais significativa é: viver o hoje como se o amanha nao fosse existir. Dizer o que sente. Demonstrar. Contar. Mostrar. Viver o que teu coração grita, respeitando os outros. Sorrir mais porque chorar nao é legal.E Para se entender o agora, precisa primeiro ouvir a história do passado.

sábado, 7 de abril de 2012

Saint Louise - Missouri

As vezes lugares que nem imaginamos existir no mapa tem mais importância na história do que outros tao ouvidos tanto falar. Saint Louis foi assim. É uma cidade porto do mar Mississippi.

Na época em que EUA estava ainda se desenvolvendo a América do norte era mais ou menos dividida em 3 territórios: o lado esquerdo era do Império Espanhol, o centro e a parte do Canadá era francês e o lado direito era Inglês. Depois da independência dos estados unidos, a frança vendeu o território "do meio" pros EUA.

O presidente da época, Thomas Jefferson, queria chegar no outro lado do continente achando assim o oceano pacifico. Então, ele mandou Clark e Lowis, dois amigos retornados d guerra, numa expedição saindo do Porto de Saint Louis pra abrir caminho sobre o rio Mississippi até o oceano. Os dois que abriram caminho para o povo pudesse explorar a nova terra.

Na beira do Porto, tem um portal em homenagem a esses exploradores, o Gateway Arch. Em simbolismo de eles terem aberto o caminho pra novos horizontes. É lindo lá em cima ... e super alto (192 m).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coleção.

Ás vezes me sinto uma exploradora. Explorando , conhecendo e viajando para além das fronteiras dos pampas do meu RS. Aprendendo sobre tudo mas acima de tudo, aprendendo a me conhecer. Lás e cás que estive, muitos dos amigos que fiz dividiam de uma mesma paixão: uma coleção.

Uns colecionam copos, outros xícaras, outros lápis e outros tampinha de cerveja. O plano é ter um pedaço de cada lugar quer eles estiveram consigo, e ter pra sempre na coleção deles.  Reparei que eu nao tinha uma coleção. Me perguntaram o porquê e eu nao sabia a resposta. Então, comecei a pensar no que eu podia colecionar. 

Pensei e pensei mas nada parecia suficientemente importante pra eu dar devido valor n a minha vida. Depois de muito pensar, de fato decidi: eu coleciono pessoas.  Nao exatamente  Mas sim, pessoas e suas essências.

Cada pessoa é única e as vezes ela nao estará pra sempre do nosso lado. Finamente eu havia decidido minha coleção. Nao importa o tamanho de tempo que uma pessoa tenha feito parte da minha vida, eu vou sempre lembrar o porquê dela me cativar, o porquê de conversarmos , e o motivo pelo qual nos "achamos" amigos. 

Tudo que é bom nos meus amigos eu carrego comigo. Tento seguir os bons exemplos mas até mesmo aquilo que possa nao ser tão agradável se torna um exemplo do que eu nao gosto, nao quero ser e nem  ter perto de mim. 

Toda a essência que as pessoas enalam eu trago comigo, como a minha coleção . E assim, sempre compartilhando a nossa essência, agente se constrói como ser humano.




Collection.

Sometime I feel like an exploratory. Exploring, and traveling beyond the boarder of my beauty Rio Grande do Sul. Learning about everything, but most important, learning about myself.  From the places I've been, many of my friends had the same passion: a collection. 

Some collect glasses, others cups, others pencils and others flip top.  The plan was to have something special with them from each place they had been – forever in their collection. Then I realized that I didn't have one collection. I was asked why and didn't know the answer. Therefore, I started thinking about what would be a good collection. 

I thought for a long time, but nothing seems to be important enough to give the right value in my life. After thinking a lot, in fact I decided: I collect people. Not exactly but yes, I collect people and their scents.

Each person is unique and often they are not going to be by our side forever. Finally, I had decided my collection. It doesn't matter how long one person was part of my life, I will always remember the reason why he or she activated me, theory we talk and the reason we "found" each other friends. 

Everything good in my friends I carry with me. I try to follow the good examples, even though their bad habits are an example of what I don't like, don't want to be nor want close to me. 

Every scent people bring with them I already bring with me, as my collection. So when we share our scent we are ourselves like human beings. 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Presente de Natal.

- O que tu quer de presente?
- Eu quero tu aqui.
- Não, sério, tu sabe que eu não posso me mandar de presente :( o que que tu quer?
- Tá, eu quero uma barbia, um ursinho de pelúcia, um vestido de princesa, ...

- E tu vó?
- Eu quero uma boneca. Ela é loira, tem olhos azuis, é lindinha, meiga, fofa e importante na minha vida.
- Vó, não posso ir pro Natal. O que eu posso te mandar?
- Ok, me manda qualquer coisa relacionada a jardim ou costura que eu fico feliz.

- E agora tu meu querido, o que tu quer de Natal?
- Eu quero tu aqui e nada mais.
- AFF, mas eu já falei que eu não posso me mandar de presente.
- É, eu sei. Mas tu é o único presente que eu quero.
- Tá, mas eu não posso ir,  o que posso te mandar?
- Se tu não vem, eu não quero nada.
- Como nada? Eu vou mandar alguma coisa pra todos menos pra ti?
- Pode ser, eu quero é tu aqui pra eu abraçar.
- Ai, pede qualquer coisa então. Um tênis, um casaco, um boné, um chocolate, um queijo, qualquer coisa.
- Não mana. Eu já falei, eu quero tu.


XMAS PRESENT

- What do you want for Xmas?
- I want you here. 
- No, seriously, you know that I can't send me as a gift. So, what do you want?
- Ok, I want a barbie, a teddy bear, a princess dress, ...

- How about you grandma?
- I want a doll. She is blond, blue eyes, beautiful, sweet, cute and she is very important in my life. 
- Grandma, I cannot go for Xmas. What do you want me to send you?
- Ok, send me anything realting to gardening or neddlework then I will be happy.

- And how about you my love, what do you want for Xmas?
- I want you here and nothing else. 
- RUM, but I told you already that I cannot be the Xmas present.
- Yeah, I know. But, you are the only gift I want.
- Ok, I cannot go, what can I send to you?
- If you aren't coming, I don't want anything.
- What ? How come? I am going to send something to everybody but you?
- Yeah, that's ok. I just want you here so I can hug you.
- Well, ask me anything then. I don't know, maby snickers, chocolate , or even a cheese , tell me anything.
-No sis, I told you, I just want you here. 


sábado, 19 de novembro de 2011

Aula de Fotografia.

College aqui nos USA é um pouco diferente. Não estudamos apenas as matérias essências como português, matemática ou história, mas também temos que estudar matérias que buscarão créditos. Isso geralmente é dança, teatro, fotos, vídeos, etc. Nesse leque de escolhas, eu escolhi fotografia e me surpreendo quanto eu tenho gostado. Tudo que se passa no cotidiano nos permite aprender alguma coisa importante pra vida. 

Primeira semana, foi um choque pra mim quando descobri que seria Camera manual, com filme e eu que teria que revelar o filme. Mas óbvio, aceitei o desafio haha. 
Desde o momento em que se coloca o filme na máquina, tem que ter um cuidado especial pra ser colocado correto ou não vai adiantar tirar as fotos. Depois, tem que manter o controle da quantidade de luz necessária (APERTURE) para uma boa foto equivalentemente com a velocidade do tempo de luz( SHUTTER SPEED) que a Camera automatizara para ter uma boa exposição. 

O próximo passo é revelar. Rebobinamos o filme da maquina, as luzes se apagam e o quarto todo no escuro, sem nem mesmo um pontinho de luz,  será necessário para um bom resultado. Na completa escuridão, temos que tirar o filme de dentro do rolo com uma mini chave de fenda, cortamos a ponta que liga o filme com o rolo e em seguida, temos que encaixar o filme  dentro de um rolo de metal. Tem tudo um ritual pra encaixar tudo e não amassar o filme ou arranhar, afinal, ta tudo escuro. 

Logo, em que achamos no meio do rolo de metal uma fenda, encaixamos o filme e começamos a enrolar o filme. O filme enrolado no rolo de metal é colocado dentro de um pote de metal com tampa preta que veta a luz e finalmente, as luzes podem ser acesas novamente. 

Agora, é a hora de colocar os líquidos que vão fixar as imagens no filme, transformando em negativos. 1 dará a imagem ao filme, depois limpa com água, coloca o fixador e põe num tanque pra limpar o filme. Cada liquido deve ficar no pote uns 5 minutos ( dependendo da temperatura) e agitar a cada 30 segundos.  Quando o filme está pronto, tem que colocar dentro de uma caixa com um ventilador que vai secar o filme e deixar pronto para a impressão. 

O processo de revelação acontece no quarto escuro também, mas a tem a luz vermelha que tanto vemos em filmes.  Tudo ainda tem q ficar no escuro, não por causa do negativo pq ele já esta pronto mas pelo papel onde vamos imprimir a foto porque ele é sensível a luz e se tiver muita luz, ele estraga e não se pode revelar nada. 
Então novamente as luzes se apagam e é muito difícil de se trabalhar lá dentro no escuro. No inicio é  a pior coisa que existe mas depois, tu te acostuma com a circunstancia  e com o tempo tu te adapta e consegue resolver o teu problema da escuridão. 

Revelamos a foto de acordo com a potência  de luz e o tempo em q a luz fica no papel. Cada foto passa por um teste e depois se põe dentro de uma maquina que com produtos revelam a foto e ela esta pronta. 


Já fiquei horas e horas no laboratório e quarto escuro, ao mesmo tempo fico pensando na vida. As vezes, algumas coisas que acontecem na nossa vida são iguais a um dark room. Nos pega de uma maneira e tudo fica escuro e agente se desespera porque não sabe o que vai fazer, não consegue ver a nossa frente, e a escuridão é a única coisa que tu consegue ver. Mas com o tempo, tu te acostuma com o escuro e começa a se virar e resolver a situção e no meu caso, revelar o filme de maneira correta. Não que escuro tenha mudado, e não que vá mudar, tu apenas te acostumou com o escuro e aprendeu a lidar com ele. Mas ainda assim, tudo esta escuro ... E escuro vai ficar.




Photography Class

College here in the USA is a little different than in Brazil. We don’t only study the basics like Portuguese, Math or History, but also we have to study life subjects that will give us credits towards our degree. Those usually are Dance, Theater, Photography, Videos, etc. From all the options, I’ve chosen Photography and it is surprising how much I’ve been enjoying the class. Everything that happens in our daily life gives us the opportunity to learn things very important for life.
The first week was shocking to me when I figured out that we would use a manual camera, with film and that I would have to develop the film. Obviously, I accepted the challenge haha. From the moment we put film in the Camera, we have to be careful to put it in correctly or you are just not going to take pictures. Then, you have to be aware of the quantity of light (Aperture) necessary for a good picture equivalently with the amount of time and speed of light the Camera will automatically give to have a good exposure.
Next, we need to develop the negatives. To develop the film we rewind, then remove the film from the camera. To have a good result, we must have a room completely in the dark with not even e small spot of light. In the darkness, we have to take the film out of the “roll” with a special tool, and then we cut the film and put into the metal roll. Everything has a ritual to fit everything and not damage the film because there is no light.
Inserting the film into the metal roll, we start to roll the film around it. When it is all rolled, we put the film in a metal container with a black cover that keeps the light off the film when the light is tuned on again. 
Now we have to put in the liquids, which are going to fix the images in the film, turning them into negatives.  The first liquid will give the image to the film, then we clean and, we put in the fixer liquid and then we have to put in water to clean the film. Each liquid has to stay in the container for around 5 minutes (it depends on the temperature) and mixed every 30 seconds. When the film is ready, we have to put in a box with a fan that is going to dry the film, making it ready for the impression.
The printing process is also in the dark room, but with the red light on. Everything still needs to be in the dark, not because of the negative (ready already) but because the paper to which we print the pictures is sensitive to light and if there is a lot of light, it won’t print anything. 
Once again, the lights are turned off and it is very difficult to work in the dark. In the beginning it is the worst thing ever but later, you get used to the circumstance and with the time you adapt yourself and get to finish your work in spite of the darkness. 
We print the pictures according to the amount of light (f/stop) and the time that the light is on the paper. Each photo needs a “test” to know the right time and we put in a machine, which with some products and liquids, brings us the photo dried and ready.

I’ve already spent hours and hours in the lab and in the dark room, and at the same time, I keep thinking about life. Sometimes, some things that happen in our lives are the same situation in a dark room.  Situations happen and drive us to despair because we don’t know what to do, we cannot see anything in front of our nose, and the darkness is the only thing that we can see. But slowly with time, we get used to the dark and start to sort out the situation and in my case, to develop and print the film correctly. The darkness didn’t change, and it might not change, you just got used to the dark and you learned how to deal with it. But still, everything is dark … and dark is going to be.